No meio do nada, 10 graus, 13 de junho de 2010.
Não sei o que fazer. Todos os sinais já foram dados, todos os lances já foram jogados, tudo. Mas o que então te segura de dar-me uma resposta definitiva, ou será que sou eu que tenho medo de uma? O teu sorriso de mil sóis, o teu corpo, o teu olhar, o teu jeito. Tudo é motivo pra esquecer que já havia deixado de te amar a tempos atrás, mas é estranho, nada parece ter sido definitivo e então você aparece, e já nem sinto as pernas, menos ainda a razão. Tudo vira como nos meus sonhos. O teu olhar de canto, o teu sorriso disfarçado. A tua companhia me faz bem, estar contigo é de longe a melhor sensação. Será que não poderíamos nem tentar sermos alguma coisa? Será que é tarde? Digas que não. Digas que sou, nem que seja secretamente, o teu preferido. Só não me digas mentiras. Tu nunca conseguirias ser tão cruel. Quero provar dos teus beijos, do teu corpo, do teu humor. Confesso que tentei estar ausente, fingir que nem ligo, mas eu ligo sim. Queria poder cantar “eu vou viver sem você” como faz Caetano, mas não há como. E fica nesse resto de domingo, a única coisa que me consegue esquentar: a tua lembrança.
Deve ser bom ter esse teu poder.

clap clap clap
ResponderBorrarsortudo o guri a quem se destina belas palavras.